O
edifício inicial construído por Gerad DeVisme era uma construção alongada e
rematada nos extremos por duas torres cilíndricas e cobertas por telhados em
forma de cone (sendo esta a estrutura essencial que se manteve até hoje).
Tratava-se de um castelo neogótico que sofreu alterações de Beckford, tendo
sido palco de numerosas festas. Consegue assim tornar-se o centro de uma elite
de intelectuais que Beckford reunia em seu redor. Um dos mais celebrados
é George Byron, poeta anglo-escocês e figura do movimento Romântico, que em 1809 se referiria a Monserrate na sua obra
"Childe Harold's Pilgrimage".
Sabe-se
que por volta de 1840 o edifício original estava deixado ao abandono, já se
tinham dado furtos das coberturas de chumbo e alguns dos tetos tinham desabado.
Em
1858 o novo proprietário Francis Cook contrata os serviços do arquiteto inglês
James Knowles para desenhar um novo palácio aproveitando as fundações e alguns
muros da construção que o antecedera (alguns já com mais de cem anos). A
construção, que irá durar de 1863 até 1865, revela um gosto orientalista e eclético, com elementos marcadamente góticos , indianos e árabes. No geral apresenta uma
rigorosa simetria, marcada ao centro por um conjunto de elegantes colunas que
suportam a arcaria neomedieval.
É
contratado o empreiteiro inglês J. Samuel Bennet que viria a trabalhar com D.
Fernando no restauro do Convento dos Jerónimos
No
seu interior encontramos um Átrio octogonal formado por arcos
góticos e colunas de mármore rosa (com um conjunto de escadas que sobe para os
aposentos privados de Francis Cook), a Sala de Jantar, a Biblioteca com
estantes de nogueira e uma belíssima porta em alto-relevo, a Capela,
o Átrio Principal também ele octogonal e que apresenta uma
fonte de mármore de Carrara de
inspiração classicista, assim como
painéis perfurados de Deli de alabastro que
funcionam como biombos esculpidos. Este Átrio, encimado por uma cúpula
profusamente decorada com madeiras e estuque, encontra-se no centro da Galeria que
atravessa todo o palácio, da Torre Norte à Torre Sul. Temos ainda a Sala
de Bilhar, a Sala de Estar Indiana e por fim a Sala
da Música, salão de generosas proporções, excelente acústica e rica
decoração. Conta com uma cúpula em estuque um friso com representações
das Musas e das Graças.

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