Museu do Tesouro Real



O Museu do Tesouro Real apresenta de forma permanente grande parte dos bens da antiga Casa Real portuguesa, ora pertencentes à Coroa, ora provenientes de coleções particulares dos vários membros da família real.

Assume-se como o cenário condigno para a apresentação de um acervo único a nível internacional pela dimensão, raridade e qualidade, com particular significado para um país com uma história de nove séculos.

É possível observar mais de 1000 peças, nomeadamente ourivesaria, joalharia, mobiliário, têxteis, pintura e papel, que se distribuem por onze núcleos que contextualizam a sua origem e o seu valor artístico e simbólico.

As peças evocam o poder régio, a devoção real, a atividade diplomática, o colecionismo oitocentista, mas também o quotidiano particular de uma família real.

Fonte: Museu do Tesouro Real




D. José I (1714–1777), cognominado "O Reformador", foi o 25.º rei de Portugal. Governou de 1750 até à sua morte. O seu reinado ficou marcado pelo Terramoto de 1755 e pela governação forte do seu ministro, o Marquês de Pombal




D. Maria I (1734–1816) foi a primeira rainha reinante de Maria I de Portugal , governando de 1777 até 1816. Apelidada de "a Piedosa" e mais tarde de "a Louca" devido a uma grave doença mental, o seu reinado marcou a transição entre o poder do Marquês de Pombal e as profundas crises das invasões francesas. 



D. João VI (1767–1826), cognominado "O Clemente", foi Príncipe Regente e Rei de Portugal, Brasil e Algarves num período de grande crise devido às invasões francesas e ao liberalismo. Destacou-se por transferir a corte para o Rio de Janeiro em 1807, salvando a soberania portuguesa, antes de falecer em Lisboa sob suspeita de envenenamento. 





D. Miguel I (1802–1866), cognominado "o Absolutista" ou "o Usurpador", foi rei de Portugal entre 1828 e 1834. Filho de D. João VI e Carlota Joaquina, liderou a fação tradicionalista contra o seu irmão liberal, D. Pedro IV, desencadeando uma violenta guerra civil que terminou com o seu exílio.




D. Pedro IV (1798–1834), conhecido como "O Libertador" ou "O Rei-Soldado", foi o 28.º rei de Portugal e primeiro imperador do Brasil (como D. Pedro I). Ficou célebre por liderar a causa liberal, derrotar o absolutismo e abdicar das coroas em nome da democracia e da sua filha.



D. Maria II (Maria da Glória, 1819–1853), cognominada "a Educadora", foi rainha de Portugal entre 1826 e 1828 e, depois, de 1834 até à sua morte. Nascida no Rio de Janeiro, filha de D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal e de D. Leopoldina, ascendeu ao trono com apenas sete anos de idade após a abdicação do pai.




D. Fernando II (1816–1885), apelidado de "O Rei-Artista", foi rei consorte de Portugal pelo seu casamento com a Rainha D. Maria II em 1836. Nascido na Áustria e pertencente à casa alemã de Saxe-Coburgo-Gota, destacou-se pela sensibilidade cultural, proteção do património e pela construção do famoso Palácio da Pena em Sintra.



D. Pedro V (1837–1861), apelidado de "o Esperançoso" e "o Bem-Amado", foi rei de Portugal de 1853 até 1861. Filho mais velho de D. Maria II e D. Fernando II, subiu ao trono com 16 anos, iniciando o governo efetivo em 1855. Ficou conhecido pela sua inteligência, forte ligação ao povo e dedicação ao bem público.




A rainha D. Estefânia (1837–1859), nascida princesa de Hohenzollern-Sigmaringen na Alemanha, foi mulher do rei D. Pedro V. Casaram-se em 1858. O seu reinado durou pouco mais de um ano, mas ficou marcado pela bondade, dedicação aos pobres e obras de caridade, que deixaram saudades no povo português



D. Luís I (1838–1889), conhecido como "o Popular", reinou de 1861 a 1889. Filho de D. Maria II e D. Fernando II, subiu ao trono após a morte do irmão, D. Pedro V. Amante da cultura e da Marinha, o seu tempo trouxe grandes melhorias e modernização a Portugal



D. Maria Pia de Saboia (1847–1911) foi uma princesa italiana que se tornou rainha consorte de Portugal ao casar com o rei D. Luís I com apenas 14 anos. Conhecida pelo seu feitio enérgico, luxo e forte apoio social, marcou a sociedade portuguesa durante mais de quatro décadas. 


Cafetaria

A cafetaria do Museu Tesouro Real convida à pausa e ao convívio num ambiente de conforto e qualidade

Localizada no quarto piso do Museu do Tesouro Real, a cafetaria oferece uma vista privilegiada sobre a cidade e o rio.

A ampla área de repouso de que dispõe contribui para uma experiência de visita mais cómoda e agradável, constituindo-se um espaço convidativo para o pequeno-almoço, almoço, lanche e refeições ligeiras ou simplesmente para tomar café. De entre a comida saudável, vegetariana e sustentável que oferece destacamos as sanduíches quentes, saladas, sopas, sobremesas e pastelaria variada.

Fonte: Museu do Tesouro Real


D. Carlos I (1863–1908) foi o penúltimo rei de Portugal. Reinou de 1889 até 1908. O seu governo foi muito difícil e ficou marcado por grandes crises financeiras, revoltas políticas e pelo crescimento do partido republicano. Acabou por ser assassinado no Regicídio.



Loja

A loja do Museu do Tesouro Real oferece uma seleção cuidada de artigos de coleção e linhas de produtos inspirados no espólio museológico, possibilitando que o visitante leve uma lembrança exclusiva e identitária da coleção que visitou.

A insígnia da Ordem do Tosão de Ouro de D. João VI, a Baixela Germain, a Laça de Esmeraldas ou o Retrato de D. Maria Pia, são inspiração para a criação de postais, cadernos de apontamentos, sacos, lenços entre outras peças ideais para uma recordação da visita ao Museu do Tesouro Real.

Entre os catálogos do Museu, monografias e publicações científicas alusivas ao tema, o visitante encontra as joias de autor com assinatura, exemplares de porcelana ou peças de filigrana que privilegiam a qualidade do selo nacional, valorizando a sua história e originalidade.

Fonte: Museu do Tesouro Real


A Rainha D. Amélia de Orleães (1865–1951) foi a última rainha consorte de Portugal. Casou-se com o rei D. Carlos I em 1886. Vivenciou uma época de grande crise política, o traumático Regicídio de 1908 — onde perdeu o marido e o filho mais velho —, e partiu para o exílio após a implantação da República em 1910. 


D. Manuel II (1889–1932), cognominado "o Patriota" ou "o Desaventurado", foi o último rei de Portugal. Reinou de 1908 até 1910, subindo ao trono após o Regicídio que vitimou o seu pai (D. Carlos I) e o seu irmão mais velho (D. Luís Filipe). O seu breve reinado terminou com a Implantação da República Portuguesa






 


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