O Museu do Tesouro Real apresenta de forma permanente grande parte dos bens da antiga Casa Real portuguesa, ora pertencentes à Coroa, ora provenientes de coleções particulares dos vários membros da família real.
Assume-se como o cenário condigno
para a apresentação de um acervo único a nível internacional pela dimensão,
raridade e qualidade, com particular significado para um país com uma história
de nove séculos.
É possível observar mais de 1000
peças, nomeadamente ourivesaria, joalharia, mobiliário, têxteis, pintura e
papel, que se distribuem por onze núcleos que contextualizam a sua origem e o
seu valor artístico e simbólico.
As peças evocam o poder régio, a
devoção real, a atividade diplomática, o colecionismo oitocentista, mas também
o quotidiano particular de uma família real.
Fonte: Museu do Tesouro Real
D. João VI (1767–1826), cognominado "O Clemente", foi Príncipe Regente e Rei de Portugal, Brasil e Algarves num período de grande crise devido às invasões francesas e ao liberalismo. Destacou-se por transferir a corte para o Rio de Janeiro em 1807, salvando a soberania portuguesa, antes de falecer em Lisboa sob suspeita de envenenamento.
D. Miguel I (1802–1866), cognominado "o Absolutista" ou "o Usurpador", foi rei de Portugal entre 1828 e 1834. Filho de D. João VI e Carlota Joaquina, liderou a fação tradicionalista contra o seu irmão liberal, D. Pedro IV, desencadeando uma violenta guerra civil que terminou com o seu exílio.
D. Pedro IV (1798–1834), conhecido como "O Libertador" ou "O Rei-Soldado", foi o 28.º rei de Portugal e primeiro imperador do Brasil (como D. Pedro I). Ficou célebre por liderar a causa liberal, derrotar o absolutismo e abdicar das coroas em nome da democracia e da sua filha.
D. Maria II (Maria da Glória, 1819–1853), cognominada "a Educadora", foi rainha de Portugal entre 1826 e 1828 e, depois, de 1834 até à sua morte. Nascida no Rio de Janeiro, filha de D. Pedro I do Brasil e IV de Portugal e de D. Leopoldina, ascendeu ao trono com apenas sete anos de idade após a abdicação do pai.
D. Fernando II (1816–1885), apelidado de "O Rei-Artista", foi rei consorte de Portugal pelo seu casamento com a Rainha D. Maria II em 1836. Nascido na Áustria e pertencente à casa alemã de Saxe-Coburgo-Gota, destacou-se pela sensibilidade cultural, proteção do património e pela construção do famoso Palácio da Pena em Sintra.
D. Pedro V (1837–1861), apelidado de "o Esperançoso" e "o Bem-Amado", foi rei de Portugal de 1853 até 1861. Filho mais velho de D. Maria II e D. Fernando II, subiu ao trono com 16 anos, iniciando o governo efetivo em 1855. Ficou conhecido pela sua inteligência, forte ligação ao povo e dedicação ao bem público.

D. Luís I (1838–1889), conhecido como "o Popular", reinou de 1861 a 1889. Filho de D. Maria II e D. Fernando II, subiu ao trono após a morte do irmão, D. Pedro V. Amante da cultura e da Marinha, o seu tempo trouxe grandes melhorias e modernização a Portugal
D. Maria Pia de Saboia (1847–1911) foi uma princesa italiana que se tornou rainha consorte de Portugal ao casar com o rei D. Luís I com apenas 14 anos. Conhecida pelo seu feitio enérgico, luxo e forte apoio social, marcou a sociedade portuguesa durante mais de quatro décadas.
Cafetaria
A cafetaria do Museu Tesouro Real
convida à pausa e ao convívio num ambiente de conforto e qualidade
Localizada no quarto piso do
Museu do Tesouro Real, a cafetaria oferece uma vista privilegiada sobre a
cidade e o rio.
A ampla área de repouso de que
dispõe contribui para uma experiência de visita mais cómoda e agradável,
constituindo-se um espaço convidativo para o pequeno-almoço, almoço, lanche e
refeições ligeiras ou simplesmente para tomar café. De entre a comida saudável,
vegetariana e sustentável que oferece destacamos as sanduíches quentes,
saladas, sopas, sobremesas e pastelaria variada.
Fonte: Museu do Tesouro Real
D. Carlos I (1863–1908) foi o penúltimo rei de Portugal. Reinou de 1889 até 1908. O seu governo foi muito difícil e ficou marcado por grandes crises financeiras, revoltas políticas e pelo crescimento do partido republicano. Acabou por ser assassinado no Regicídio.
Loja
A loja do Museu do Tesouro Real
oferece uma seleção cuidada de artigos de coleção e linhas de produtos
inspirados no espólio museológico, possibilitando que o visitante leve uma
lembrança exclusiva e identitária da coleção que visitou.
A insígnia da Ordem do Tosão de Ouro de D. João VI, a Baixela Germain, a Laça de Esmeraldas ou o Retrato de D. Maria Pia, são inspiração para a criação de postais, cadernos de apontamentos, sacos, lenços entre outras peças ideais para uma recordação da visita ao Museu do Tesouro Real.
Entre os catálogos do Museu,
monografias e publicações científicas alusivas ao tema, o visitante encontra as
joias de autor com assinatura, exemplares de porcelana ou peças de filigrana
que privilegiam a qualidade do selo nacional, valorizando a sua história e
originalidade.
Fonte: Museu do Tesouro Real
A Rainha D. Amélia de
Orleães (1865–1951)
foi a última rainha consorte de Portugal. Casou-se com o rei D. Carlos I em
1886. Vivenciou uma época de grande crise política, o traumático Regicídio de
1908 — onde perdeu o marido e o filho mais velho —, e partiu para o exílio após
a implantação da República em 1910.
D. Manuel II
(1889–1932), cognominado "o Patriota" ou "o Desaventurado",
foi o último rei de Portugal. Reinou de 1908 até 1910, subindo ao trono
após o Regicídio que vitimou o seu pai (D. Carlos I) e o seu irmão mais velho
(D. Luís Filipe). O seu breve reinado terminou com a Implantação da República
Portuguesa













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