Construído em 1856, para servir de residência de verão a Francis Cook, o Palácio de Monserrate é uma das mais incríveis criações do romantismo.
O interior revela espaços elegantes e
faustosos, como a Galeria (corredor que liga as três torres do
palácio), a sala de música, a sala de jantar ou a biblioteca.
Monserrate tem uma história muito longa,
que já vem desde 1540, altura em que Frei Gaspar Preto mandou construir uma
ermida dedicada a Nossa Senhora de Monserrate, deslumbrado que ficou com a
visita ao ermitério de Montserrat na Catalunha, perto de Barcelona.
Foi, a partir desta data, transformado num local de culto e de produção
hortícola, que abastecia o então Hospital de Todos os
Santos de Lisboa
Só em 1846 é que alguém dá a Monserrate o
devido respeito que merece. Francis Cook, um comerciante e colecionador de arte inglês
torna-se proprietário da Quinta de Monserrate e o 1º Visconde de Monserrate.
O palácio que hoje podes visitar é desta altura e combina várias
influências: gótica,
indiana e mouriscas, com vários motivos exóticos e vegetalistas na sua
decoração no interior e exterior, sendo hoje um dos
mais bonitos e
exuberantes jardins nacionais. Mas quanto ao Parque de
Monserrate, já lá vamos!
O nome Monserrate terá
tido origem numa ermida construída no local em 1540, pelo padre Gaspar Preto,
na sequência de uma peregrinação que fez ao santuário de Nossa Senhora de
Monserrate, na Catalunha.
Nessa altura, a então Quinta da Bela Vista era pertença do
Hospital de Todos os Santos, de Lisboa.
No séc.XVII o Hospital arrendou a quinta à família Mello e
Castro, que a veio a comprar em 1718, sendo incorporada no morgadio de
D.Caetano de Melo e Castro, Vice-Rei da Índia.
O terramoto de 1755 causou grandes estragos na propriedade que
se foi degradando com o passar do tempo.
Em 1790 foi arrendada ao comerciante inglês Gerard DeVisme que
ali mandou construir uma mansão em estilo neogótico.
Este manteve-se em Monserrate entre 1790 e 1793 e, além da
construção da mansão, introduziu várias melhorias na propriedade
Outro inglês, William Beckford, veio a arrendar a propriedade em
1793 e procedeu a obras na mansão existente, dando ainda início a um jardim
paisagístico
Em 1809 teve
a visita de Lord Byron, poeta anglo-escocês e figura do
movimento Romântico, que cantou
a sua beleza no poema “Childe Harold’s Pilgrimage”
A Quinta de Monserrate foi adquirida em 1856, em estado de
abandono, pelo britânico Francis Cook – mais tarde visconde de Monserrate –
que, sob a inspiração do Romantismo, procedeu à reconstrução do palácio em
estilo oriental
No interior um vasto corredor une os dois torreões. Nota-se uma
clara influência da arquitectura mourisca, bem presente na sucessão de arcos
sobre colunas, com as bandeiras decoradas com arabescos.
Sobressai a exuberância decorativa dos estuques e capitéis que
acentuam o carácter orientalizante do conjunto, e que resulta num singular
efeito estético
O Parque de Monserrate ocupa uma área de cerca de 50 hectares. A
concepção do parque e dos jardins que envolvem o palácio soube explorar as
particularidades do microclima da serra de Sintra
Os jardins, que incluem o vale dos fetos e a cascata artificial
construída por William Beckford, ocupam uma área de cerca de 15 hectares. A
restante área é constituída por uma envolvente florestal.
O palácio actual, que veio a ser a residência de Verão da
família Cook, foi projectado em 1858 pelo arquitecto inglês James Knowles
Durante a década de 1920, o palácio foi posto à venda, acabando
por ser adquirido pelo Estado em 1949
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