Observação de cetáceos [cachalote] - Ilha do Pico, Açores (Portugal).




Os Açores são actualmente um dos maiores santuários de baleias do mundo. Entre espécies residentes e migratórias, comuns ou raras, avistam-se mais de 20 tipos diferentes de cetáceos nas suas águas. O número impressiona e corresponde a um terço do total de espécies existentes. Estamos num ecossistema de características únicas. Com a presença das majestosas baleias e dos simpáticos golfinhos, o azul do Atlântico torna-se ainda mais mágico e abençoado em redor destas nove ilhas. E traz para os novos tempos, onde preservação é palavra-chave, um grito antigo: “Baleia à vista!”.

A observação de cetáceos é uma actividade que pode ser praticada nas águas de todo o arquipélago. A facilidade de encontrar baleias e golfinhos nestas paragens foi acompanhada pelo desenvolvimento de operadores turísticos dinâmicos e respeitadores da vida animal. Há por isso vários pontos de partida, espalhados por várias ilhas, que servem de base para quem queira contactar com os encantadores mamíferos. Após a partida do barco, o vasto oceano é o cenário em que decorrem os encontros maravilhosos entre humanos e seres marinhos.

O Pico é a ilha onde a tradição baleeira nos Açores se encontra mais enraizada, tendo sido o último pólo a abandonar, na década de 80, a “caça à baleia”, actividade que as suas gentes bem souberam reconverter em observação de cetáceos, com operadores na Madalena, nas Lajes e em Santo Amaro. O apego da comunidade picoense às tradições da baleação está patente nos vários museus e centros etnográfico onde se perpetuam as artes tradicionais desta actividade, com destaque para o Museu dos Baleeiros, e o Centro de Artes e Ciências do Mar - SIBIL, nas Lajes, e o Museu da Indústria Baleeira, em Santo Amaro.

Foto de Franco Banfi/Photolibrary.

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