O mais tardio castelos românicos da Beira Interior (BARROCA,
2000, p.222), ergue-se sobre um maciço granítico impressionante, um pouco
desviado em relação à vila, e mantém, ainda, grande parte da sua estrutura
inicial.
São muito reduzidas como as informações sobre o passado deste
sítio. Alguns autores apontam uma origem proto-histórica para o local, um
objeto de romanização, mas, ao mesmo tempo, esta é apenas uma das muitas
hipóteses. O que é que pode ser dito, e podemos datar, pertence já a transição
para a Baixa Idade Média, concretamente ao reinado do seu próximo monarca: D.
Sancho I. O povoamento que pode ser feito após a colheita, é o momento de se
inscrever numa segunda vaga de povoamento que percorre todo o espaço interior
dos séculos XIII.
"Sabemos que em 1220 já se encontrando erguido"
(BARROCA, 2000, p.228), pelo que é de direito a receber esses estudos do século
XIII uma torre de menagem e grande parte da alcáçova. Com efeito, aquela grande
torre quadrangular revela um formulário muito próprio da arquitectura militar
românica, com as suas modestas dimensões, implantação no centro de recinto e
apoio sobre o maciço granítico (IDEM, p.221). Oitenta anos depois dos castelos
românicos portugueses, construídos pelos Templários, este dispositivo defensivo
- central de poder e central - revelava, se, ainda, como para os condicionados
da guerra medieval, um campo relativamente sensível, dada a proximidade com o
reino de Leão e como discutidas terras de Riba-Côa.
As muralhas da aldeia devem ter sido levantadas como obras
na alcáçova. O que é isso? XIV (GOMES, 1996, p.99), na sequência de
reformulações promovidas por D. Dinis, ou seja, já mais tarde, por D. Fernando,
no contexto das guerras contra Castela. O facto de a vila ter sido fundada com
sucesso, (D. Sancho II) e a carta de presidência de D. Dinis, prova a
importância da localidade no contexto regional, não obstante as tentativas da
vila do Sabugal em da sua vida no âmbito populacional e económico de certa
relevância. A cerca medieval define uma planta oval irregular, rasgada por duas
portas principais, uma maior proteção contra as torres, à semelhança do que
acontece em outras muralhas góticas do país.
Foram muitas as transformações por que passou o castelo nos
séculos da modernidade. No período manuelino, a transição para a pirobalística
determinou consideráveis modificações. Uma Varanda do Juiz, também conhecida
por "Varanda de Pilatos", que é sobre a porta virada para o Noroeste,
deve ser chamada de campanha, de acordo com a aparência correta da ala dos
reais, posicionada entre o arco e a varanda. Também pode ser iniciado (ou
reformulado) em um edifício, edifício de clara importância no contexto dos
castelos tardo-medievais. Em Sortelha, D. João da Silva, uma iniciativa que
valoriza a localização da sua altura. No século XVII, as novas obras reforçaram
uma estrutura, colmatando e reformulando partes em falta. Por essa mesma
altura, o recesso foi adaptado a prisão.
O mais recente, já não século XX, como obras de restauro
foram as principais ferramentas da imagem actual do monumento. Entre 1940 e
1952, numerosas partes foram reconstruídas, num processo que pretendeu
reiventar parcialmente o castelo. A década de 90, o Programa das Aldeias
Históricas determinou numerosas intervenções no núcleo intra-muros,
destacando-se como primeiras escavações arqueológicas e uma perspectiva global
de reabilitação de toda a vila.
[Fonte: PAF - DGPC].
Foto de Kenneth Fairfax.

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